Revista científica Pensamiento y Gestión, No 45: Jul-Dic 2018

Tamaño de la letra:  Pequeña  Mediana  Grande
Quais categorias se relacionam imagem corporal na literatura de conduta do consumidor e psicologia?
Revista Pensamiento y Gestin

ISSN 1657—6276
Numero 45: Julio—Diciembre 2018
Fecha de recepcin: 16 de diciembre de 2016
Fecha de aceptacin: 3 de julio de 2018
DOI: http://dx.doi.org/10.14482/pege.45.9434


ARTCULO DE INVESTIGACIN / RESEARCH REPORT

Quais categorias se relacionam imagem corporal na literatura de conduta do consumidor e psicologia?

Cules categoras se interactan con la imagen corporal en la literatura de conducta del consumidor y psicologa?

http://dx.doi.Org/10.14482/pege.45.9434

Rafael Mendes Lbeck
rafael.lubeck@gmail.com
Universidad de la Empresa — UDE, Uruguay. Doutor em Administrao pelo doutorado em Administrao realizado em associao entre a Pontficia Universidade Catlica do Rio Grande do Sul — PUC—RS e a Universidade de Caxias do Sul — UCS . Professor universitrio e pesquisador de temas como Marketing, Comportamento do Consumidor e Inovao em Servios.

Christine da Silva Schreder
christine@ea.ufrgs.br
Doutora em Administrao pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul — EA/UFRGS. Atualmente Professora/pesquisadora na Escola de Administrao da Universidade Federal do Rio Grande do Sul — EA/ UFRGS. Principais interesses de pesquisa: ensino e pesquisa em Administrao, educao a distncia, TICs na gesto de pessoas, gesto de pessoas em organizaes pblicas e sociais.

Milton Luiz Wittmann
wittmann@profwittmann.com
Breve resumen de su curriculum vitae: Doutor em Administrao pela Universidade de So Paulo — USP. Atua como professor/pesquisador na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Misses — URI, Brasil. Pesquisa na rea de desenvolvimento regional temas como: Turismo, Arranjos Produtivos Locais, Estratgia empresarial e Competitividade.

Fecha de recepcin: 16 de diciembre de 2016
Fecha de aceptacin: 3 de julio de 2018


Resumen

Desde el punto de vista de la tranformative consumer research, problemas asociados con la imagen corporal femenina estn relacionadas con una serie de prcticas de consumo, no siempre saludables como la cirurgia esttica, uso inapropiado de productos para adelgazar, dietas sin control mdico, etc.

Este estudio ha identificado categoras asociadas con la imagen corporal femenina y discutidas las implicaciones de estudiar esas teoras para el bienestar de las consumidoras. Fueran encontrados y analisados 183 artculos siguiendo los procedimientos de anlisis de contenido. Se ha identificado categoras secundarias: Body satisfaction; Body dissatisfaction; Weight and shape; Physical self; Perceptions of physical self; Healthier lifestyle. Las relaciones entre las categorias pueden contribuir en estudios futuros para profundizar el entendimiento acerca de las relaciones entre imagem corporal y consumo de productos y servicios de belleza.


Palavras—chave: Imagem Corporal. Belleza. Consumo.
Classificacin JEL: 111, 112.


Abstract

In the perspective of transformative consumer research, problems associated with women body image are related to consumption practices not healthy such cosmetic surgery, inadequate consumption of slimming products, uncontrolled diets, etc. This paper investigated which categories are associated with the term body image and discuss the implications for womens welfare. For these propouse, were searched articles related to the subject in 7 international cientifical databases. The search returned 183 articles analysed by Content Analysis. The secundaries categories were: Body image, Body satisfaction; Body dissatisfaction; Weight and shape; Physical self; Perceptions of physical self; Healthier lifestyle. The relations obtained for these study can contribute to future studies about relations bettwen body image and consumption of beauty products.


Keywords: Body Image. Beauty. Consumption.
Classificacin JEL: I12.


1. INTRODUO

A imagem corporal (body image) melhor descrita como uma representao mental da forma, tamanho e formato do corpo a partir de um conjunto de influncias histricas, sociais, culturais, individuais e biolgicas que influenciam em diferentes momentos e situaes a percepo da imagem corporal, tanto a autoimagem corporal do indivduo quanto a imagem corporal percebida em outro indivduo (Slade, 1994). Desde tempos remotos, a sociedade lida com a questo dos esteretipos de beleza fsica como uma das formas de pertencimento social (aceitao pelo grupo) e tambm como diferencial para o alcance de status social, admirao dos outros, entre outros aspectos (Roberts e Muta, 2017). A identidade (self) e a imagem corporal tambm so construdas pelo consumo podendo tornar—se formas de auto—expresso ou de representar a imagem que o indivduo deseja ter ou a forma que deseja ser percebido pelos outros (Slater, 2002). Seja qual for o grupo social, a identidade dentro do grupo na sociedade de consumo (Bauman, 2007) se desenvolve pela associao do indivduo a smbolos representados por marcas, produtos, servios ou mesmo pelo efeito destes na imagem do indivduo percebida pelos membros do grupo social. Em cada grupo social, em especial os que servem como referncia para cada indivduo, criam—se associaes a partir das quais se desenvolve a imagem do indivduo perante o grupo e a sociedade que pode lev—lo a pertencer ou afast—lo de determinado grupo (Barbosa e Campbell, 2006).

Estudos relacionados imagem corporal (body image) so encontrados na literatura de comportamento do consumidor em trabalhos como: melhoria da autoestima e aparncia fsica (Aydinoglu e Krishnab, 2012); fatores sociais, cognitivos, afetivos e do ambiente que determinam a inteno de fazer dieta e mudar a autoimagem corporal (Bublitz, Peracchio e Block, 2010); influncia de modelos magras na avaliao de produtos (Hfner e Trampe, 2009); influncia de assistir TV na imagem corporal (Eisend e Mller, 2007); autoimagem corporal e narcisismo (Sedikides, Gregg, Cisek e Hart, 2007); envolvimento do consumidor com a boa aparncia e preocupao com a boa forma fsica (Rosa, Garbarino e Malter, 2006); processos reflexivos e impulsivos na propaganda utilizando modelos magras e com formas mais arredondadas (Hfner e Trampe, 2009), entre outros estudos. Essa busca da imagem corporal idealizada, mostrada pelas propagandas nas quais as pessoas so sempre mais e mais magras, segue um padro considerado ideal centrado na aparncia jovem e magra da mulher. A autoimagem corporal no apenas o que a pessoa v refletido no espelho; tambm uma necessidade de sentir—se magra que pode ser representada por outros elementos, alm da prpria imagem no espelho (Aydinoglu e Krishnab, 2012).

O presente trabalho averiguou na literatura de comportamento do consumidor e na psicologia quais categorias esto associadas ao termo body image para avanar no entendimento de relaes que envolvam o consumo de produtos e servios de beleza, alm de discutir problemas causados pela busca excessiva da beleza fsica e suas consequncias para as mulheres visando ao bem—estar das consumidoras. Evidenciou—se que o conceito—central body image para estudos que envolvam beleza feminina que o principal antecedente do consumo de produtos e servios associados a beleza fsica. Tendo este conceito em perspectiva, no presente trabalho se buscou observar artigos relacionados s palavras—chave "body image" e "consumer behavior" nas bases de dados Ebsco, ProQuest, Science Direct, Wiley, Sage, Web of Science e JStor. Esta busca retornou 184 artigos que foram codificados e categorizados seguindo os procedimentos de Anlise de Contedo (Bardin, 1977).

2. PROCEDIMENTOS METODOLGICOS

No presente trabalho, a anlise foi construda com base na Anlise de Contedo de Bardin (1977) e se utilizou a codificao pelo processo descrito por Flick (2004), tendo como etapas a codificao aberta, a axial e a seletiva. A pesquisa executada teve carter qualitativo por ser apropriada para aprofundar a compreenso das teorias investigadas e identificar variveis que no fossem conhecidas ou no estivessem totalmente definidas (Cooper; Schindler, 2003). Para possibilitar a anlise dos dados de natureza qualitativa foi utilizada uma anlise de contedo a qual, para Bauer e Gaskell (2002), pode ser compreendida como uma tcnica para produzir inferncias de um texto focal para seu contexto social de maneira bastante objetiva. As etapas de realizao da anlise de contedo consistiram na codificao e na categorizao dos dados a posteriori de forma a possibilitar associar um conjunto de categorias e subcategorias ao conceito de Body 1mage. Utilizando como base Bardin (1977) e Flick (2004), a anlise de contedo foi realizada perfazendo as seguintes etapas:

Delineamento: utilizando as teorias sobre o tema, procedeu—se uma busca sobre trabalhos que explicassem o tema sliming e as leituras desta etapa permitiram identificar o conceito central (body image). A seguir, buscou—se na literatura de comportamento do consumidor nas bases de dados trabalhos que trouxessem cdigos correlacionados ao tema body image 195 artigos foram encontrados e 184 selecionados (foram excludos os duplicados e aqueles que no aderiam ao assunto);

— Pr—anlise: consistiu na anlise prvia dos materiais coletados via leitura flutuante que resultou na viso geral dos cdigos que geraram as categorias (a posteriori) que foram hierarquizadas na codificao seletiva;

— Anlise material: os dados foram rodados no software Maxqda para identificar os cdigos associados body image;

— Tratamento dos dados: foi realizada a codificao e categorizao dos dados a posteriori (Flick, 2004) e os cdigos foram agrupados nas categorias e subcategorias em acordo com o assunto ao qual se referiam;

— Julgamento da validade: as anlises foram validadas pela relao entre a teoria revisada na etapa inicial versus os cdigos e categorias de modo a gerar as consideraes deste trabalho.

2.1 Delineamento, pr—anlise e anlise material

Para identificar o conceito central, foi realizada a busca inicial na literatura da rea de psicologia e comportamento do consumidor a partir do termo beauty e foi analisado um conjunto de artigos que permitissem o entendimento dos conceitos relacionados beleza e ao consumo das mulheres. Foram lidos os abstracts dos 10 artigos mais citados em cada base de dados (Ebsco, Jstor, Pro—Quest, Web of Knowledge e Science Direct) que fossem de journais das reas: Marketing; Consumer Behavior; Psychology. Deste montante foram lidos na ntegra aqueles que tivessem conceitos sobre o assunto e pudessem explicar aspectos relacionados ao termo inicialmente escolhido. A leitura desses artigos resultou no entendimento que o conceito central para as buscas posteriores da literatura foi body image.

Procedeu—se, ento, a anlise para identificar os cdigos relacionados ao conceito central e se utilizaram como critrio os artigos acadmico—cien—tficos das bases de dados mencionadas, com as palavras—chave "body image" e "consumer behavior", e foram selecionados 195 artigos para realizarse a anlise. Os artigos selecionados foram ento processados no software Maxqda de forma que os cdigos pudessem ser localizados no texto e pudessem ser extrados para a posterior categorizao. Realizou—se, ento, a Anlise de Contedo (Bardin, 1977) e a codificao aberta, axial e seletiva de Flick (2004) para averiguar quais subcategorias relacionadas categoria principal.

3. RESULTADOS

Na presente seo, os dados receberam tratamento analtico e inicialmente se encontrou o termo central em uma leitura prvia da literatura (body image). Em seguida, fez—se uma busca na base de dados de artigos relacionados ao termo central e, aps, fez—se uma leitura flutuante dos textos. Por fim, realizou—se a codificao de forma a construir uma hierarquia de cdigos que representassem a associao ao termo central. O processo de codificao e categorizao desses artigos possibilitou identificar um conjunto de cdigos que se referiam ao tema central e que resultaram nas seguintes categorias secundrias: Body satisfaction!dissatisfaction; Weight and shape; Physical self; Perceptions of physical self; Healthier lifestyle. As etapas para se chegar a estes resultados foram descritas nas prximas sees.

3.1 Tratamento dos dados: codificao aberta e axial

Nessa etapa foram identificados os cdigos que se referiam ao tema central nos textos selecionados aps haver sido feita a leitura flutuante que possibilitou ter uma viso geral do conjunto de cdigos presentes nos textos. Os resultados desta codificao foram dispostos no Quadro 1 de forma a demonstrar quais cdigos emergiram do texto para posterior tratamento.

Ante estes resultados iniciais, partiu—se para a etapa de codificao axial na qual os cdigos foram categorizados em acordo com a sinergia entre tais cdigos e as categorias que foram identificadas a posteriori na etapa de anlise material. O Quadro 2 descreve os cdigos e as categorias encontradas.

A etapa final da codificao consistiu no estabelecimento de relaes e de hierarquia entre as categorias de forma a demonstrar as relaes encontradas entre estes cdigos e as categorias. As categorias foram inter—relacionadas e hierarquizadas em acordo com a literatura estudada previamente. A Figura 1 demonstra as categorias e subcategorias encontradas no presente estudo e de que forma deveriam ser dispostas.

As categorias identificadas podem ser descritas da seguinte forma: a) Body image: refere—se imagem corporal e foi identificado como principal categoria ou categoria primria; Body satisfaction!dissatisfaction: refere—se forma como o indivduo se relaciona com sua figura corporal demonstrando satisfao ou insatisfao com o que percebe; Weight and shape: relativo ao peso corporal e forma que a silhueta possui em relao ao peso; Physical self: esta dimenso est relacionada autopercepo do indivduo e s projees que o indivduo faz do seu corpo em relao figura eu, ideal e saudvel; Perceptions of physical self: so as percepes das outras pessoas e as projees do indivduo na figura que represente o esteretipo ao qual pretende atender; Healthier lifestyle: descreve a percepo de um corpo e de um estilo de vida saudvel a partir da figura eu.

4. DISCUSSO DOS RESULTADOS

Na presente seo foram discutidas as teorias norteadoras dos conceitos trabalhados em relao aos resultados encontrados e se primou por utilizar os trabalhos originais que geraram tais teorias. Por isso, existem referncias que vo a partir das dcadas de 1970 que foram mescladas com estudos mais recentes dos anos 2000 em diante. Construiu—se um resumo dessas teorias para auxiliar o leitor a entender cada categoria trabalhada e as ideias formadoras desses conceitos.

4.1. A beleza e sua importncia no consumo

A beleza um construto de natureza psicolgica que descreve a preocupao do indivduo com sua imagem corporal a partir de padres estabelecidos pela sociedade ou pelo prprio sujeito. Existe a tendncia de busca por uma determinada imagem e a imagem corporal pode substituir a autoimagem, que pode ser formada por traos no necessariamente visveis ou tangveis (empatia, simpatia, sociabilidade etc.) quando esta for negativa ou inadequada aos padres tanto do indivduo quanto aos padres sociais (Sohn, 2006; 2010).

A imagem corporal uma forma de expresso e de extenso do self e problemas relacionados a ela se tornam tambm problemas no prprio self (Askegaard; Gertsen; Langer, 2002) e, analogamente ao trabalho de Belk (1988), que enfatiza que as posses so uma extenso do self, tanto a imagem corporal quanto as percepes do corpo so uma forma de self estendido. A preocupao com a beleza pode sinalizar que este fator de grande relevncia para os consumidores e para a sociedade (Durvasula, Lysonski e Watson, 2001; Netemeyer, Burton e Liechtenstein, 1995). Noes de beleza fsica podem ser vistas como fenmenos biolgicos, pois a simetria facial e do corpo sugerem um parceiro saudvel com mnimos defeitos genticos, o que pode ser determinante para a constituio de uma prole saudvel (Ruel, 2007).

No passado, as mulheres j se deparavam com a busca de um ideal e, no sculo XVIII, por exemplo, o uso de courselets excessivamente apertados causava deformaes no trax e problemas respiratrios e circulatrios. Em 1983, a Sociedade Americana de Cirurgia Plstica Reconstrutiva solicitava a desregulamentao das cirurgias de implantes mamrios nos Estados Unidos, pois o aumento dos seios era fonte de boa sade mental e bem—estar das mulheres por eliminar o que ficou conhecido como a "sndrome dos seios pequenos", que causava sensaes de desajustamento em relao a seus grupos de convivncia e baixa autoconfiana (Ruel, 2007).

Pode—se considerar que na cultura ocidental os discursos estabelecem a cultura do corpo perfeito construindo a imagem do homem e da mulher perfeitos. Partindo desta idealizao de beleza, que representaria um ser humano "perfeito", produtos/servios/marcas desenvolvem estmulos de marketing persuadindo e seduzindo o consumidor e procurando estabelecer vnculos entre o desejo de imagem buscada pelo indivduo e determinado produto/servio/marca (Figueiredo; Lucena; Oliveira, 2005).

Ao manipular os valores da beleza, cada produto faz sua persuaso e o resultado desse jogo discursivo vem pelos efeitos de sentido que recaem sobre o conceito atrelado a produtos, servios ou marcas de maneira a influenciar ou, pelo menos, tent—lo fazer com cada sujeito—consumidor e, no que se refere beleza, as mulheres so o principal alvo desses estmulos persuasivos (Brown, 1971). A busca de signos e smbolos de feminilidade por parte das mulheres tem gerado uma obsesso com a imagem corporal que tem sido reforada pelos modelos socialmente aceitos e divulgados pelos meios de comunicao. A insatisfao com a prpria aparncia intensificada gerando sofrimento psquico e insatisfao com sua prpria imagem (Sant'Anna, 2001).

A influncia da beleza fsica se faz presente tambm no ponto—de—venda, pois, quando pessoas de vendas que representam melhor o esteretipo de atratividade fsica so melhor avaliadas em suas habilidades se comparadas a pessoas fora do esteretipo de beleza, as proposies deixadas trazem tona a constatao de que a boa aparncia fsica em ambientes de consumo no apenas um mito, mas sim um fator que pode determinar o comportamento de compra (Reingen e Kernan, 1993).

Baseando—se nesta problemtica e na onda de busca por sade e beleza na sociedade ocidental, intensificada na dcada de 1980 (Gould, 1988), especialmente em pases como o Brasil pas de belas praias nas qual as mulheres tm especial ateno ao corpo , nesta intrincada questo aparecem produtos que auxiliam na busca por esse esteretipo. Tais produtos podem remeter a uma percepo de no apenas uma imagem corporal positiva, seno tambm a de um corpo saudvel por conta da reduo da quantidade de gordura corporal a um nvel mnimo.

4.2. Body satisfaction/dissatisfaction

Relativo categoria body satisfaction/body dissatisfaction, evidenciou—se a demonstrao da relao com o corpo que o indivduo externaliza e que est associada categoria Weight and shape a qual auxilia na explicao da satisfao ou da insatisfao ao trazer informaes que podem ser comparadas entre o ideal e o percebido: como o peso, o IMC (ndice de massa corprea) e a silhueta atual do indivduo.

A formao de uma ideia de um corpo aceitvel para os padres de beleza socialmente aceitveis causa a rpida internalizao desse padro de imagem corporal (padro de beleza feminina) nas mulheres ocidentais. Nas classes sociais mais altas, as mulheres tentam acompanhar os altos padres da moda (alta costura, produtos premium ou de luxo descrevem melhor o que foi qualificado aqui como moda). A internalizao desses padres de beleza corporal a causa da insatisfao com a autoimagem corporal que potencializa o aparecimento de distrbios relacionados alimentao (bulimia e anorexia, por exemplo) e insatisfao consigo (baixa autoestima) causadores de distrbios de natureza psicolgica e/ou fsica (Thompson; Stice, 2001).

Pensar negativamente sobre a prpria aparncia (insatisfao com a imagem corporal) uma das maiores fontes de infelicidade e tambm elemento gerador de insatisfao com a imagem corporal e a baixa autoestima. Quanto mais se pensa negativamente sobre a prpria imagem corporal, maiores a insatisfao e a propenso a prticas visando ao emagrecimento (Verplankena; Tangelder, 2011) uma vez que a vontade de perder peso para ser magra precedida de insatisfao com a imagem corporal (Kos—kina; Giovazolias, 2010).

Reafirmando tal insatisfao com o corpo, as mensagens de propaganda que enfatizam os cuidados com a manuteno da boa sade se relacionam, por vezes, ao chamado "peso saudvel" demonstrado por um esteretipo o qual demonstra que o ideal atingir nveis mnimos de gordura corporal. Tais mensagens enfatizam o esteretipo de "magreza" e reiteram um conjunto de esforos necessrios para atingir—se tal esteretipo de forma a reforar, como resultado, a insatisfao com o prprio corpo (Burns; Gavey, 2004).

4.3. Physical self e Perceptions of physical self

As categorias Physical self e Perceptions of physical self descrevem a forma como o indivduo v seu prprio corpo, suas idealizaes e como entende que percebido pelos outros. A fixao em um ideal de beleza causou a busca por uma aparncia fsica mais prxima do esteretipo de beleza internalizado pelo indivduo ou pelo seu grupo social afetando a autoper—cepo e o self fsico.

A beleza um construto de natureza psicolgica que descreve a preocupao do indivduo com sua aparncia fsica a partir de padres estabelecidos pela sociedade ou pelo prprio sujeito (Durvasula, Lysonski e Watson, 2001; Netemeyer, Burton e Liechtenstein, 1995) e a percepo de harmonia entre beleza, sade e juventude constitui a identidade do corpo da mulher, o que leva as mulheres a estarem cada vez mais ocupadas em cuidar de seus corpos. As mulheres identificam na beleza uma percepo de juventude e na juventude uma percepo de sade, tendo a mdia de massa como forma de legitimar a percepo de um corpo magro como sinnimo de um corpo saudvel (Del Priori, 2009).

O "eu" construdo pelo juzo de valor, pelas externalizaes, pelas preferncias e pela rejeio que podem tomar a forma de um "eu ideal" dotado de toda a perfeio e amor a si mesmo (Garcia—Roza, 2008). O "eu ideal" um substituto ao narcisismo caracterstico da infncia na qual seu eu ideal era ele mesmo (Freud, 1914/2004). Estas noes de beleza fsica podem ser vistas como fenmenos biolgicos, pois a simetria facial e do corpo sugerem um parceiro saudvel com mnimos defeitos genticos, o que pode ser determinante para a constituio de uma prole saudvel (Ruel, 2007). O Physical self se envolve com as noes de ser e de pertencer projetando na imagem corporal uma forma de pertencimento e self estendido de forma a representar a imagem que o indivduo deseja demonstrar para os outros.

4.4. Healthier lifestyle

A categoria Healthier lifestyle se refere manuteno de um estilo de vida saudvel que pode explicar as expectativas do indivduo com sua figura ou at mesmo o grau de exigncia com o alcance de idealizaes referentes ao corpo e sade. Essa categoria se refere aos cuidados com a sade e manuteno de hbitos saudveis especialmente a partir da alimentao saudvel e das consequncias da alimentao no saudvel para a sade, chamada de "crise de obesidade". A crise de obesidade se refere ao aumento da obesidade na populao, fato este que tem preocupado especialistas em sade pblica devido aos males associados ao excesso de peso, como problemas cardacos, hepticos, entre outros. O aumento de peso est particularmente associado aos males da vida moderna como, por exemplo, o aumento do estresse e da ansiedade, alm da alimentao inadequada com o abuso de fastfoods (Souza, Tibrcio, Bicalho et al., 2014; Argo e White, 2012).

Entretanto, o discurso do "peso saudvel" advm do contexto cultural que racionaliza e torna normal prticas nem sempre saudveis como a bulimia. A promoo da sade pelo discurso do controle de peso falho em entender que a magreza pode apresentar contornos no saudveis e danosos sade. No se trata de defender que o controle de peso no importante e saudvel, mas sim de entender que certas prticas associadas a esses itens podem produzir como resultado a perda da sade e no uma melhoria da sade como se pode entender intuitivamente. O controle de obesidade e outros males associados ao excesso de peso so importantes, mas no podem ser confundidos com excessos em busca de uma imagem corporal magra, pois isto no necessariamente sinal de sade (Burns e Gavey, 2004).

A forma como as mulheres so tratadas pelos meios de comunicao reproduz a imagem que a sociedade elabora sobre o sexo feminino. Entretanto, encontra—se na mulher que apresenta um corpo fora dos padres socialmente aceitveis a questo do mal—estar subjetivo; por isso, essa figura, na maioria das vezes, quase invisvel nas propagandas. O sujeito fora dos padres, alm de violar os esteretipos vigentes, torna—se um paradigma esttico negativo (Vasconcelos, 2004).

A insatisfao com a imagem corporal mais acentuada em mulheres que apresentam distrbios alimentares do que naquelas que no apresentam esses problemas. Mulheres com distrbios alimentares tendem a perceber de forma mais acentuada seu corpo como maior do que de fato, embora tal distoro da imagem corporal tambm esteja presente nas mulheres que no tm distrbio alimentares; o que varia a intensidade desse efeito nos dois grupos (Nelson; Gidycz, 1993).

O estudo sobre insatisfao com a imagem corporal realizado no Brasil por Alvarenga et al. (2010) demonstrou que 64,4% das pesquisadas gostariam de ter um peso corporal menor que o atual, ou seja, uma imagem corporal mais prxima dos esteretipos de beleza. Mesmo aquelas que estavam dentro o IMC (ndice de massa corprea) considerado aconselhvel/ideal, escolheram figuras saudveis e ideais menores em relao sua prpria figura.

Insatisfao com o corpo, dietas inadequadas para a perda de peso, distrbios alimentares, exerccios em excesso, consumo de abusivo de anabolizantes e fisiculturismo so encontrados em todo mundo. Estas prticas se tornaram uma preocupao para a sade pblica devido aos seus potenciais efeitos nocivos na sade dos indivduos a longo prazo. Entende—se que esses comportamentos so reflexos da busca por uma imagem corporal dentro do esteretipo social ou daquele internalizado pelo indivduo, o que no significa que atender aos padres estticos seja sinnimo de boa sade, fazendo deste assunto um tema a ser trabalhado na formao do indivduo (Yager; O'Dea, 2010).

A distoro da imagem corporal representada pela superestimao do tamanho do corpo (Thompson e Dolce, 1989) causada pela atribuio de grande importncia imagem corporal (Slade, 1977) especialmente no que se refere minimizao da gordura anatmica. Este trao aparece no apenas em pessoas que tm distrbios alimentares (bulimia e anorexia), mas tambm nas pessoas que no apresentam estes distrbios, tornando—o um fenmeno verificado em grande parte das mulheres (Thompson e Dolce, 1989).

5. CONSIDERAES FINAIS

No presente trabalho, objetivou—se identificar categorias e cdigos relacionados ao conceito de body image e foi possvel estabelecer uma hierarquia e inter—relao de categorias com base em inferncias a partir da literatura e dos cdigos encontrados. Justifica—se o entendimento desses resultados devido literatura apontar que o principal conceito associado a beleza a imagem corporal devido insatisfao com a figura percebida pelo indivduo ser o principal fator que impele busca de mudanas na imagem do corpo e, por consequncia, impulsiona o consumo de produtos e servios para esse fim. Quando o indivduo se sente satisfeito com sua figura, no procura mudar sua imagem. O motivo mais importante identificado na literatura a insatisfao com a imagem corporal que dispara aes como cirurgias, tratamentos estticos, exerccios, dietas e consumo de emagrecedores, por exemplo.

A imagem corporal est relacionada a fatores como a insatisfao e o peso corporal, as formas que o indivduo percebe em si mesmo e os fatores como estilo de vida saudvel e self fsico. As percepes sobre essa figura compem um intrincado conjunto de relaes que resultam impactos no modo de vida do indivduo e na forma como ele se relaciona consigo e com os outros. Entretanto, o presente trabalho no generalizvel e deve ser visto como um trabalho exploratrio tendo suas consideraes limitadas ao escopo estudado. Questes mais especficas, como diferenas culturais ou, at mesmo, outras abordagens do mesmo assunto, no foram vistas podendo encontrar—se evidncias um pouco diferentes em cada contexto. Sugere—se a investigao emprica destes resultados para aprofundamento e qualificao da anlise especialmente em estudos que envolvam estilo de vida saudvel, que vem ganhando espao nas principais revistas de marketing do mundo, e o bem—estar do consumidor tema que pode ser trabalhado tanto de forma a melhorar a sade e o bem—estar dos indivduos quanto identificar e combater prticas nocivas que ponham sade do consumidor em risco.


REFERNCIAS

Adams, G. R. (1977). Physical attractiveness research: Toward a developmental social psychology of beauty. Human Development, 20, 217—239.

Adams, G. R., & Read, D. (1983). Personality and social influence styles of attractive and unattractive college women. Journal of Psychology, 114(2), 151—157.

Alley, T. R. Scully, K. M. (1994). The Impact of Actual and Perceived Changes in Body Weight on Women's Physical Attractiveness. Basic and AppliedSocial Psychology, 15(4), 535—542.

Alvarenga, M. S. Philippi, S. T. Loureno, B. H. Sato, P. M. Scagliusi, F. B. (2010) Insatisfao com a imagem corporal em universitrias brasileiras. Jornal brasileiro de psiquiatria. 59(1), 44—51.

Amos, C. Spears, N. (2010). Generating a Visceral Response: The Effects of Visceral Cues in Weight Loss Advertising. Journal of Advertising. 39(3), 25—38.

Antioco, M. Smesters, D. Le Boedec, A. (2012) Take Your Pick: Kate Moss or the Girl Next Door? The Effectiveness of Cosmetics Advertising. Journal of Advertising Research. 52(1), 15—30.

Argo, J. J. White, K. (2012) When Do Consumers Eat More? The Role of Appearance Self—Esteem and Food Packaging Cues. Journal of Marketing, 76(2), 67—80.

Askegaard, S. Gertsen, M. C. Langer, R. (2002) The Body Consumed: Reflexivi—ty and Cosmetic Surgery. Psychology & Marketing, 19(10), 793—812.

Aydinoglu, N. Z. Krishnab A. (2012) Imagining thin: Why vanity sizing works. Journal of Consumer Psychology, 22, 565—572.

Bailey, J.M. Gaulin, S. Agyei, Y. Gladue, B.A. (1994). Effects of gender and sexual orientation on evolutionary relevant aspects of human mating psychology. Journal of Personality and Social Psychology, 66, 1081—1093.

Barbosa, L. Campbell, C. (2006). (Org.). Cultura, Consumo e Identidade, Rio de Janeiro: Editora FGV.

Bardin, L. (1977). Anlise de contedo. Lisboa: Ed. 70.

Bar—Tal, D. Saxe, L. (1976) Physical Attractiveness and Its Relationship to Sex—Role Stereotyping. Sex Roles. 2 (2), 123—133.

Bauer, M. W. Gaskell, G. (2002). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petroplis: Vozes.

Bauman, Z. (2007). Vida para consumo: a transformao das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Belk, R. (1988). Possessions and the Extended Self. Journal of Consumer Research, 15(2), 139—168.

Bloch, P. H. Richins, M. L. (1992). You Look "Mahvelous": The Pursuit of Beauty and the Marketing Concept. Psychology & Marketing, 9(1), 3—15.

Bone, P. F. Ellen, P. S. (1992). The generation and consequences of communication—evoked imagery. Journal of Consumer Research, 19(1), 93—104.

Brown, J. A. C. (1971) Tcnicas de persuaso. Rio de Janeiro: Zahar.

Brown, T.A. Cash, T.F. Noles, S. W. (1986). Perceptions of physical attractiveness among college students: Selected determinants and methodological matters. The Journal of Social Psychology, 126, 305—316.

Collins, M. E. (1991). Body figure perceptions and preferences among preado—lescent children. International Journal of Eating Disorders, 10, 199—208.

Cooper, D. R. E Schindler, P. S. (2003). Mtodos de pesquisa em administrao. 7a ed. Porto Alegre: Bookman.

Del Priori, M. (2009). Corpo a corpo com a mulher. Pequena histria das transformaes do corpo feminino no Brasil, 2a ed., So Paulo: SENAC So Paulo.

Durvasula, S.; Lysonski, S.; Watson, J. (2001). Does vanity describes other cultures? A cross cultural of examination of vanity scale. Journal of Consumers Affairs. 35(1) 180—199.

Eisend, M. Mller, J. (2007) The influence of TV viewing on consumers' body images and related consumption behavior. Marketing Letters. 18(1/2), 101—116.

Fallon, A. E., & Rozin, P. (1985). Sex differences in perception of desirable body shape. Journal of Abnormal Psychology, 94, 102—105.

Ferguson, C. H. J. Munoz, M. E. Contreras, S. Velasquez, K. (2011). Mirror, Mirror on the Wall: Peer Competition, Television Influences, and Body Image Dissatisfaction. Journal of Social and Clinical Psychology, 30(5), 458—483.

Figueiredo, I. L. Lucena, I.T. Oliveira M. A. (2005). Propagandas, efeitos de sentido e identidades. II Seminrio de Estudos em Anlise do Discurso, Porto Alegre, v. 1, p. 410—414.

Flick, U. Uma introduo pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Bookman, 2004.

Freedman, R. J. (1986). Beauty bound. Lexington, MA: Lexington Books.

Garcia, N. J. (1994). O que propaganda ideolgica. So Paulo: Brasiliense.

Garcia—Roza, L. A. (2008). Introduo metapsicologia freudiana. Artigos de metapsicologia: narcisismo, pulso, recalque, inconsciente. 7 ed., Vol. 3. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Gardner, B. B. Levy, S. J. (1955). The Product and the Brand. Harvard Business Review, 33, 33—39.

Goldman, W, Lewis, P. (1977). Beautiful is good: Evidence that the physically attractive are more socially skillful. Journal of Experimental Social Psychology, 13, 125—130.

Gould, S. (1988) Consumer Attitudes Toward Health and Health Care: a differential perspective. The Journal of Consumer Affairs. 22(1) 96—118.

Gould, S. J. (1988). Consumers attitudes toward health and health care: a differential perspective. The Journal of Consumers Affairs, 22(1) 96—118.

Gould, S. J., & Stern, B. B. (1989). Gender schema and fashion consciousness. Psychology & Marketing, 6, 129—145.

Koskina, N. Giovazolias, T. (2010) The Effect of Attachment Insecurity in the Development of Eating Disturbances across Gender: The Role of Body Dissatisfaction. The Journal of Psychology, 144(5), 449—471.

Levitt, T. (1970). The Morality (?) of Advertising. Harvard Business Review, 48, 84—92.

Nelson, C. L. Gidycz. C. A. (1993). A comparison of body image perception in bulimics, restrainers, and normal women: an extension of previous findings. Addictive Behaviors, 18, 503—509.

Netemeyer, R. Burton, S. Liechtenstein, D. (1995); Traits Aspects of Vanity: Measurement and Relevance to Consumer Behavior. Journal of Consumer Research. 21(4). 612—626.

Reingen, P. H.; Kernan, J. B. (1993). Social perception and interpersonal influence: some consequences os the physical attractiveness stereotype in a personal selling setting. Journal of Consumer Psychology. 2(1), 25—38.

Roberts, A. Muta, S. Representations of female body weight in the media: An update of Playboy magazine from 2000 to 2014. Body Image. 20, 16—19.

Rosa, J. A. Garbarino, E. C. Malter, A. J. (2006) Keeping the Body in Mind: The Influence of Body Esteem and Body Boundary Aberration on Consumer Beliefs and Purchase Intentions. Journal of Consumer Psychology, 16(1), 79—91.

Ruel, M. D. (2007) "Vanity tax": how new jersey has opened pandora's box by elevating its moral judgment about cosmetic surgery without consideration of fair health care policy. The Journal of Legal Medicine, 28: 119—134.

Sant'anna, A. (2001). Propaganda: teoria, tcnica e prticas. So Paulo: Pioneira.

Sedikides, C. Gregg, A. P. Cisek, S. Hart, C. M. (2007) The I That Buys: Narcissists as Consumers. Journal of Consumer Psychology, 17(4), 254—257.

Slade, P. D. (1977). Awareness of body dimensions during pregnancy. Psychological Medicine, 7, 245—252.

Slade, P. D. (1994) What is body image? Behaviour Research and Therapy, V. 32, Issue 5, June, P. 497—502.

Slater, D. (2002) Cultura do Consumo & Modernidade, So Paulo: Nobel.

Sohn, S. H. (2006) Body image and the advertising process: Dynamics of the body imaging process and its impacts on how individuals process advertising messages. University of Connecticut: ProQuest, UMI Dissertations Publishing.

Sohn, S. H. (2010) Sex Differences in Social Comparison and Comparison Motives in Body Image Process. North American Journal of Psychology, 12(3), 481—500.

Souza, M. C. C. Tibrcio, J. D. Bicalho, J. M. F. Renn, H. M. S. Dutra, J. S. Campos, L. G. Silva, E. S. Factors associated with obesity and overweight in school—aged children. Texto & Contexto Enfermagem, v. 23, p. 712—719, 2014.

Thompson, C. J. Hirschman, E. C. (1995) Understanding the Socialized Body: A Poststructuralist Analysis of Consumers' Self—Conceptions, Body Images, and Self—Care Practices. Journal of Consumer Research. 22(2), 139—153.

Thompson, J. K. Dolce, J. J. (1989). The discrepancy between emotional vs. rational estimates of body size, actual size, and ideal body ratings: Theoretical and clinical implications. Journal of Clinical Psychology, 45, 473—478.

Thompson, J.K. Heinberg, L. J. (1999). The media's influence on body image disturbance and eating disorders: We've reviled them, now can we rehabilitate them? Journal of Social Issues, 55, 339—353.

Thompson, K. J. Stice, E. (2001).Thin—Ideal Internalization: Mounting Evidence for a New Risk Factor for Body—Image Disturbance and Eating Pathology. Current Directions in Psychological Science, 10, 181—183.

Vasconcelos, F. C. (2004) (Org.). Paradoxos organizacionais: uma viso transfor—macional. So Paulo: Pioneira Thomson Learning.

Verplankena, B. Tangelder, Y. (2011) No body is perfect: The significance of habitual negative thinking about appearance for body dissatisfaction, eating disorder propensity, self—esteem and snacking. Psychology and Health, 26(6), 685—701.

Wade, J. T. (2000). Evolutionary Theory and Self—perception: Sex Differences in Body Esteem Predictors of Self—perceived Physical and Sexual Attractiveness and Self—Esteem. International Journal Of Psychology, 35(1), 36—45.

Watson, J. (1998). Why Did You Put That There? Advances in Consumer Research. (25)1, 453—460

Yager, Z. O'Dea, J. (2010) A controlled intervention to promote a healthy body image, reduce eating disorder risk and prevent excessive exercise among trainee health education and physical education teachers. Health Education Research. 25(5), 841—852.

Yip, J. Chan, H. H.T. Kwan, B. Law, D. (2011) Influence of appearance orientation, BI and purchase intention on customer expectations of service quality in Hong Kong intimate apparel retailing. Total Quality Management & Business Excellence. 22(10), 1105—1118.


Pensamiento & Gestin
Revista de la Escuela de Negocios de la Universidad del Norte
http://rcientificas.uninorte.edu.co/index.php/pensamiento
dparamo@uninorte.edu.co

Universidad del Norte
Barranquilla (Colombia)
2019
©

Refbacks

  • No hay Refbacks actualmente.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.