Medusa: Imagen de control de mujeres que sufren violencia de género en sitios de Cuiabá (Brasil)
DOI:
https://doi.org/10.14482/indes.33.01.115.965Palabras clave:
violencia contra las mujeres, periodismo en línea, violencia de género, representación, controlar la imagenResumen
El objetivo de este artículo es analizar cómo las mujeres víctimas de violencia de género, ya sea en el ámbito doméstico o público, son representadas por la prensa online en Cuiabá (Brasil), a partir de artículos periodísticos publicados en los sitios web Olhar Direto y FolhaMax. La metodología incluye análisis interseccional (Collins y Bilge, 2021; Carneiro, 2019), investigación exploratoria (Bonin, 2010) y análisis de contenido (Bardin, 2011) articulados con imágenes de control (Collins, 2019; Bueno, 2020), a partir de 40 artículos de cada sitio, publicados en mayo de 2022. Los resultados preliminares apuntan al surgimiento de Medusa como imagen de control, basada en representaciones femeninas en el contexto de violencia de género construidas por artículos periodísticos en los dos sitios investigados. Con elementos que señalan una búsqueda de justificación de la violencia y cuestionamientos sobre el comportamiento de la víctima evidentes en las noticias analizadas (uso de voz pasiva, motivación del delito y uso de supuestos), la investigación encuentra que persisten estigmas y construcciones sociales patriarcales en los artículos analizados. Esto refuerza la culpabilización de las mujeres que sufren violencia de género y el uso de un lenguaje periodístico que encarcela y castiga (objetiva) a las mujeres medusas. En conclusión, entiendo que los reporteros forman parte de una lógica de mercado que valora el número de clics, pero es necesario reflexionar sobre la influencia que artículos como estos tienen en la sociedad. Cuando se culpabiliza a la víctima y/o se relativiza la violencia como un elemento secundario, se incentiva una nueva violencia contra las mujeres, que seguirá sin ser tratada como un problema principal y colectivo.
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