Produciendo lugares y mapeando experiencias con fotografía

Autores/as

  • Débora Klempous Universidade de São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.14482/INDES.33.01.843.444

Palabras clave:

cartografia, fotografia, lugar, móvile, territorio

Resumen

Objetivos: Entender cómo la fotografía puede ser utilizada en la apropiación simbólica de espacios por mujeres migrantes y refugiadas que viven en la ciudad de São Paulo. Con énfasis en las particularidades de la fotografía producida por smartphones y sus características de geolocalización y circulación, cuando está conectada a GPS e internet, buscamos reflexionar sobre la cartografía y producción de lugar resultante de esta práctica. 

Materiales y métodos: Por tratarse de una reflexión teórica, la metodología utilizada fue una búsqueda bibliográfica de los temas pertinentes a la investigación. Destacamos la antropología gráfica de Tim Ingold (2012, 2015), el concepto de visualidad situada de Hjorth y Pink (2012) y la imbricación entre cartografía online y cartografía offline a partir de los conceptos de "territorios informacionales" (Lemos, 210), "localidad en red" (Gordon y de Souza e Silva, 2012) y "espacio intersticial" (Santaella, 2008). El concepto de lugar se entiende como un entretejido de líneas (Ingold, 2015), una pausa en el movimiento (Tuan, 1983) y una malla (Hjorth y Pink, 2014). 

Resultados: Esta reflexión teórica ha permitido el desarrollo de una metodología de utilización de la fotografía como herramienta de autoconocimiento, educación visual, promoción de la ciudadanía e inclusión social, que no tiene como objetivo la enseñanza técnica que ahoga la práctica fotográfica, sino la experimentación colectiva que desborda los encuadres. Desarrollado en otro artículo aquí citado, parte de la comprensión del propio cuerpo como territorio y busca promover la producción fotográfica como forma de mantener la co-presencia con otros cuerpos, trayendo conciencia al espacio. 

Conclusiones: Entendemos que el lugar, en la fotografía, se puede formar no solo en la materialidad, sino también en el acto de compartir esta imagen y en la circulación a través del ciberespacio. Congelar el tiempo no es el objetivo de esta práctica, sino extenderlo en duración o, en el caso de los mapas formados por fotografías, fracturar el tiempo. 

Biografía del autor/a

Débora Klempous , Universidade de São Paulo, Brasil

Doutoranda em Ciências da Comunicação, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo (ECA/USP). Mestra em Ciências da Comunicação, ECA/USP. Especialista em Fotografia, Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Graduada em Jornalismo, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). deboraklempous@usp.br. https://orcid.org/0000-0003-3825-0243.  

Citas

Alto comissariado das nações unidas para os refugiados (ACNUR).

Disponível em <https://www.acnur.org/portugues/>.

Bachelard, G. (1972). A poética do espaço. Rio de Janeiro: Eldorado.

Barthes, R. (1984). A câmara clara. Nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Boal, A. (1982). 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Brandão, C. R. (2004). O que é o método Paulo Freire. São Paulo: Brasiliense.

Cooley, H. R. (2004). It's All About the Fit: the hand, the mobile screenic device and tactile vision. Journal of Vision Culture, v. 3, p. 133-155. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1470412904044797

Dewey, J. (2001). Arte como experiência. São Paulo: Martins Fontes.

Didi-Huberman, G. (2018). A Imagem queima. Curitiba: Medusa.

Freire, P. (1974). Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Flusser, V. (1985). Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Hucitec.

Girardi, G. (2014). Cartografia geográfica: entre o "já-estabelecido" e o "não-mais-suficiente". Revista Ra’e Ga, v. 30, p. 65-84, 2014. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/36083.

Gordon, E.; De Souza e Silva, A. (2012). The urban dynamics of net localities: how mobile and location-aware technologies are transforming places. In R. WILKEN, G. Goggin. (Org.) Mobile Technology and Place (Cap. 5, pp. 89-102). Nova Iorque: Routledge.

Grieco, E.; M. Boyd. (2003). Women and migration: incorporating gender into international migration theory. Center for the Study of Population, Florida State University, pp. 98-139.

Haesbaert, R. (2005, março). Da desterritorialização à multiterritorialidade. In: Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina (pp. 6774-6792), São Paulo: Universidade de São Paulo, Brasil.

Harley, J. B. (1989). Deconstructing the map. Cartographica, (26)2, pp. 1-20.

Hjorth, L.; PINK, S. (2012) Emplaced cartographies: reconceptualising camera phone practices in an age of locative media, Media International Australia (MIA), 145, pp. 145-155.

Hjorth, L.; Pink, S. (2014). New visualities and the digital wayfarer: reconceptualizing camera phone photography and locative media. Mobile Media & Communication, v. 2, n. 1, pp. 40-57.

Ingold, T. (2015). Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes, 2015.

___________. (2012) Trazendo as coisas de volta à vida: emaranhados criativos num mundo de materiais. Horizontes Antropológicos, ano 18, n. 37, pp. 25-44.

Kastrup, V. (2009). O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In E. Passos, V. Kastrup, L. Escóssia (Orgs.), Pistas do método da cartografia (Cap 2, pp 32-51). Porto Alegre: Sulina.

Kitchin, R.; Dodge, M. (2007) Rethinking maps. Progress in Human Geography, (31), p. 331-344.

Klempous, D. (2023). Habitar uma fotografia: proposta de metodologia de uso da fotografia nos processos de reterritorialização com mulheres migrantes e refugiadas. In: Anais do 46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (pp. 1-15), Belo Horizonte, 2023. São Paulo: Intercom.

Kossoy, B. (2014). Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo. Cotia, SP: Ateliê Editorial.

Lapenta, F. (2011). Geomedia: On Location-based Media, the Changing Status of Collective Image Production and the Emergence of Social Navigation Systems. Visual Studies, (26)1, pp. 14–24.

Lemos, A. (2007). Mídias locativas e territórios informacionais. In L. Santaella, P. Arantes (Orgs). Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir. (pp. 207-230), São Paulo: EDUC.

______. (2010). Mídias locativas e vigilância. Sujeito inseguro, bolhas digitais, paredes virtuais e territórios informacionais. In F. BRUNO, M. KANASHIRO, R. FIRMINO (Orgs), Vigilância e visibilidade: espaço, tecnologia e identificação (Cap. 3, pp. 61-93). Porto Alegre: Sulina.

Lissovsky, M. (2008). A máquina de esperar: origem e estética da fotografia moderna. Rio de Janeiro: Mauad X.

Machado, A. (1984). A ilusão especular. Brasília: Brasiliense.

______. (2001). O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos.

Marinucci, R. (2007). Feminization of migration? REMHU, Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, (15)29, pp. 5-22.

Massey, D. (2008). Pelo Espaço: uma nova política da espacialidade. Trad. Hilda Pareto Maciel; Rogério Haesbaert. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

Merleau-Ponty, M. (2004). O olho e o espírito: seguido de A linguagem indireta e as vozes de silêncio e A dúvida de Cézanne. Trad. Paulo Neves e Maria Ermantina Galvão Gomes. São Paulo: Cosac & Naify.

Nações Unidas. Mais de três quartos da população mundial possuem um telefone celular. Disponível em: <https://news.un.org/pt/story/2023/12/1825432>.

Passos, E; Eirado, A. do. (2009). Cartografia como dissolução do ponto de vista do observador. In E. Passos, V. Kastrup, L. Escóssia (Orgs.), Pistas do método da cartografia (Cap. 6, pp 109-130). Porto Alegre: Sulina.

Passos, Eduardo; Kastrup, Virginia; Escóssia, Liliana (Orgs.) (2010). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina.

Pink, S.(2011a). From embodiment to emplacement: re-thinking competing bodies, senses and spatialities. Sport, Education and Society, (16)3, pp. 343-355.

Pink, S. (2011b). Sensory digital photography: re-thinking 'moving' and the image. Visual Studies, (26)1.

Santaella, L. (2008). A estética política das mídias locativas. Nómadas, Instituto de Estudios Sociales: Bogotá, n. 28, pp. 128-137.

Silva, J. (2021). Instantâneos da fotografia contemporânea. Curitiba: Appris.

Spinoza. B. de. (2013). Ética. Tradução e notas de Tomaz Tadeu. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora.

Tuan, Y. (1983). Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: DIFEL.

Vilela, P. R. (2023). Maioria dos que acessam internet via celular não checa informações. Agência Brasil. Disponível em <https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-05/apenas-37-de-quem-usa-internet-somente-no-celular-checam-informacoes>

Wilken, R.; Goggin, G. (2012). Mobilizing place: conceptual currents and controversies. In R. Wilken, G. Goggin. (Orgs.) Mobile technology and place (Cap 1, pp. 3-25). Nova Iorque: Routledge.

Descargas

Publicado

2025-03-18

Cómo citar

Klempous , D. (2025). Produciendo lugares y mapeando experiencias con fotografía . Investigación &Amp; Desarrollo, 33(1), 218–246. https://doi.org/10.14482/INDES.33.01.843.444

Número

Sección

Articulos de Reflexión