O envelhecimento populacional influencia o crescimento econômico brasileiro?

Autores

  • Mathias Schneid Tessmann Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9320-0340
  • Elaine Cristina da Silva Vasconcelos Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP, Brasil
  • Gustavo José de Guimarães Souza Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP

Palavras-chave:

envelhecimento populacional, crescimento econômico, modelo de Solow, VECM

Resumo

Este artigo testa empiricamente a relação entre produtividade e envelhecimento da população brasileira no período de 2012 a 2022, utilizando dados trimestrais do IBGE e da PNAD Contínua. O estudo segue um modelo de Solow ampliado com inclusão da taxa de dependência e aplica os métodos de cointegração de Johansen e VECM. Os resultados mostram que o envelhecimento populacional exerce efeito positivo e estatisticamente significativo sobre o crescimento econômico, enquanto a taxa de poupança apresenta efeito negativo de longo prazo sobre a renda per capita. Esses achados contrastam com grande parte da literatura internacional, evidenciando especificidades demográficas e institucionais do Brasil. As implicações envolvem políticas previdenciárias, participação laboral de idosos e estratégias de envelhecimento ativo.

Biografia do Autor

  • Mathias Schneid Tessmann, Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP, Brasil

    Coordenador, professor e pesquisador do IDP, doutor em Economia Empresarial pela Universidade Católica de Brasília, mestre em Economia Aplicada pela UFPel, especialista com um MBA em Inteligência de Negócios pela ULBRA e licenciado em Economia pela UFPel.

  • Elaine Cristina da Silva Vasconcelos, Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP, Brasil

    Professora do IDP, Mestre em Economia pelo IDP, pós-graduada em Negócios Financeiros pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduada em Especialização em BI, Big Data, Analítica (Ciência de Dados) pela Universidade Anhanguera Uniderp e licenciada em Ciências Econômicas pela UNEB. Também atua como Assessora do Departamento de Gestão de Riscos do Banco do Brasil, com experiência em riscos de mercado, modelos e liquidez, tendo trabalhado nas áreas de testes de estresse e cultura organizacional na Diris.

  • Gustavo José de Guimarães Souza, Brazilian Institute of Education, Development and Research - IDP

    Professor do IDP, Doutor em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Economia pela UFF e Bacharel em Economia pela UFJF. Ela também é analista do Banco Central do Brasil e atualmente atua como Secretária Executiva do Ministério do Planejamento e Orçamento do Governo Federal do Brasil.

Referências

Acemoglu, D., & Restrepo, P. (2017). Secular stagnation? The effect of aging on economic growth in the age of automation. American Economic Review, 107(5), 174–179.

Acemoglu, D., & Restrepo, P. (2022). Demographics and automation [MIT Department of Economics Working Paper].

Bloom, D. E., Canning, D., & Fink, G. (2010). Implications of population aging for economic growth. Oxford Review of Economic Policy, 26(4), 583–612.

Bosworth, B., & Chodorow-Reich, G. (2006). Saving and demography: The role of the age distribution. International Economic Review, 47(4), 987–1017.

Camarano, A. A. (2002). Envelhecimento da população brasileira: Uma contribuição demográfica. IPEA.

Engle, R. F., & Granger, C. W. J. (1987). Cointegration and error correction: Representation, estimation, and testing. Econometrica, 55(2), 251–276. https://doi.org/10.2307/1913236

Ferreira, P. C. (2017). Capital humano e crescimento econômico. Revista de Economia Contemporânea, 21(3), 1–25.

Haiming, L., & Zhang, W. (2015). Population aging and economic growth: Evidence from China. Economic Modelling, 47, 412–421. https://doi.org/10.1016/j.econmod.2015.03.018

IBGE. (2021). Indicadores sociodemográficos e pirâmide etária. IBGE.

IBGE. (2023). Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). IBGE.

International Monetary Fund. (2025). World economic outlook: October 2025.

Johansen, S. (1988). Statistical analysis of cointegration vectors. Journal of Economic Dynamics and Control, 12(2–3), 231–254.

Lee, R., & Mason, A. (2011). Population aging and the generational economy: A global perspective. Edward Elgar.

Loumrhari, A. (2014). Population aging and savings behavior: Evidence from Morocco. Journal of Population Economics, 27(3), 1–20.

Maestas, N., Mullen, K. J., & Powell, D. (2023). The effect of population aging on economic growth, the labor force, and productivity. American Economic Journal: Macroeconomics, 15(2), 306–332. https://doi.org/10.1257/mac.20190196

Organisation for Economic Co-operation and Development. (2024). Enhancing productivity and growth in an ageing society: Key mechanisms and policy options. OECD Publishing.

Sun, W., & Liu, Y. (2014). Population aging and economic growth: Panel data evidence. China Economic Review, 29, 23–37.

United Nations. (2024). World population prospects 2024. UN DESA.

Vasconcelos, A. M. N., Gomes, M. M. F., & Almeida, A. (2008). A transição demográfica brasileira e seus efeitos sociais. Revista Brasileira de Estudos de População, 25(2), 185–206.

Wang, F., Zhai, F., & Cai, Y. (2004). Population aging and saving behavior. China Economic Review, 15(4), 456–475.

Xinhui, L., & Chuo, Y. (2022). Life expectancy, income, and savings in China. Journal of Development Economics, 155, 102–118.

Publicado

2025-12-30

Edição

Seção

Artigo científico